Enxergue o valor dos outros

Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava. Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora. O sapo, muito humildemente, disse: está bem, se é assim que você quer. Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la acabada, sem folhas nem pétalas. Penalizado, disse: que coisa horrível, o que aconteceu com você? A rosa respondeu: é que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era. O sapo respondeu: quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a mais bonita do jardim… Muitas vezes desvalorizamos os outros por crermos que somos “superiores” a eles, mais “bonitos”, de mais valor, ou que eles não nos servem para nada. Deus não fez ninguém para “sobrar” neste mundo. Todos temos algo a aprender ou a ensinar, e ninguém deve desvalorizar ninguém. Pode ser que uma destas pessoas, a quem não damos valor, nos faça um bem tão grande, que nem mesmo nós...

Quanto você vale?

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais? O professor, sem olhá-lo, disse: – Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou: – Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar. – C…claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse: – Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível. O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as...