Rede Globo consegue registro do domínio personalizado “.GLOBO”

Desde março do ano passado, empresas de todo o mundo podem solicitar ao Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) o registro de domínios personalizados. Basicamente, o famoso “.com” no final dos sites agora pode ser substituído por um sufixo específico que possa, entre outras funções, associar o produto à companhia. Agora, eis que temos a primeira entidade brasileira a obter um dos novos Generic Top-Level Domain (gTLD) criados pelo ICANN, órgão que regulamenta a web. De acordo com o Código Fonte, tratam-se das Organizações Globo, que conseguiram a oficialização da extensão “.GLOBO” na rede junto ao órgão. Com a publicação esta semana da homologação do sufixo pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA), o domínio “.GLOBO” passa a fazer parte da internet. Segundo a documentação enviada pela instituição, o “.GLOBO” não poderá ser utilizado por qualquer um. O texto deixa claro que o novo gTLD “será específico, criado para concentrar todos os conteúdos gerados pelas Organizações Globo”. O objetivo é que a empresa consiga “atestar a origem do conteúdo sob o .GLOBO, evitando cybersquat/cybersquatting e fraudes”. A companhia ainda diz no documento que quer também “ter uma vantagem competitiva frente a nossos concorrentes com o objetivo final de ser o primeiro nome de domínio para notícias e entretenimento na internet no Brasil”. Fora as Organizações Globo, outras entidades já enviaram suas solicitações ao ICANN, entre elas os bancos Bradesco e Itaú, a empresa de cosméticos Natura e o site UOL. A Telefônica também espera obter a terminação “.VIVO”, enquanto o Núcleo e Informação e Coordenação Ponto BR (NIC.br) tenta reservar os sufixos “.BOM” e “.FINAL”. Aqui no Brasil há ainda o Rio de Janeiro, que está na disputa...