Rede Globo consegue registro do domínio personalizado “.GLOBO”

Desde março do ano passado, empresas de todo o mundo podem solicitar ao Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) o registro de domínios personalizados. Basicamente, o famoso “.com” no final dos sites agora pode ser substituído por um sufixo específico que possa, entre outras funções, associar o produto à companhia.

Agora, eis que temos a primeira entidade brasileira a obter um dos novos Generic Top-Level Domain (gTLD) criados pelo ICANN, órgão que regulamenta a web. De acordo com o Código Fonte, tratam-se das Organizações Globo, que conseguiram a oficialização da extensão “.GLOBO” na rede junto ao órgão. Com a publicação esta semana da homologação do sufixo pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA), o domínio “.GLOBO” passa a fazer parte da internet.

Segundo a documentação enviada pela instituição, o “.GLOBO” não poderá ser utilizado por qualquer um. O texto deixa claro que o novo gTLD “será específico, criado para concentrar todos os conteúdos gerados pelas Organizações Globo”. O objetivo é que a empresa consiga “atestar a origem do conteúdo sob o .GLOBO, evitando cybersquat/cybersquatting e fraudes”. A companhia ainda diz no documento que quer também “ter uma vantagem competitiva frente a nossos concorrentes com o objetivo final de ser o primeiro nome de domínio para notícias e entretenimento na internet no Brasil”.

Fora as Organizações Globo, outras entidades já enviaram suas solicitações ao ICANN, entre elas os bancos Bradesco e Itaú, a empresa de cosméticos Natura e o site UOL. A Telefônica também espera obter a terminação “.VIVO”, enquanto o Núcleo e Informação e Coordenação Ponto BR (NIC.br) tenta reservar os sufixos “.BOM” e “.FINAL”. Aqui no Brasil há ainda o Rio de Janeiro, que está na disputa pelo gTLD “.RIO”.

Novos domínios

Até outubro de 2013, o ICANN já havia aprovado cerca de 1.745 novas terminações. Antes, o órgão administrava um total de apenas 22 domínios TLD, como “.org”, “.net”, “.gov”, etc. Com a mudança, pela primeira vez na história empresas e pessoas físicas poderão controlar esse tipo de domínio, algo antes reservado aos governos e organizações relacionadas à infraestrutura da internet. Isso significa que uma empresa como o Google, por exemplo, poderá controlar domínios como “.youtube”, “.google” e “.blog”.

Mas controlar uma terminação personalizada não custa barato. O ICANN cobra US$ 185 mil só para analisar um pedido, mas os custos totais somados, incluindo exigências técnicas e jurídicas, chegam a US$ 700 mil. Além disso, a manutenção pode chegar a US$ 150 mil anuais.

Fonte: Canaltech

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